Apresentado no Salão Automóvel de Frankfurt em 2001, o Signum² acaba por ser uma versão limada do Signum'97,...
Opel Signum'97 | Escritório sobre rodas
O projecto Opel Signum'97 foi um passo de gigante na área da tecnologia, conectividade e qualidade de vida a bordo do automóvel. Não só em termos de design, exterior e interior, que trouxe soluções presentes nos dias de hoje, mas também em soluções técnicas que se tornaram padrão mais de 20 anos depois.
Como quase todos os protótipos Opel, o Signum'97, desenvolvido durante 1996, é um automóvel completo, que pode circular e ser utilizado sem limitações. Mas vamos a factos, para entender o porquê do Opel Signum ser tão importante na história da Opel e do Automóvel.
Corria o ano de 1996, e as carrinhas Opel representavam uma enorme fatia de vendas, nomeadamente a Opel Omega Caravan, fazendo com que a Opel compreendesse que o segmento alto procurava automóveis versáteis, espaçosos e tecnologicamente avançados! Desse modo, idealizou o Signum, como um hatchback de 5 portas, capaz de ter o espaço, versatilidade e modularidade de uma carrinha, mas com todas as características de um grande automóvel de 5 portas.


Nesse sentido, em 1997, no salão automóvel de Genébra, a Opel apresentou o Opel Signum'97. O motor foi desenvolvido em parceria com a Isuzu, recebendo um 3.0 V6, common rail, com 175CV, que lhe permitiam acelerar dos 0 aos 100 em 9 segundos, e atingir 230 Kmh. O consumo cifrava-se nos 6,9 L/100.
Em termos de chassis, o Opel Signum apresentou uma evolução do eixo traseiro Muli-Link do Vectra B, passando a ter 4 braços, o que aumentou o conforto, melhorou o comportamento, e permitiu uma área da mala totalmente plana, a par de uma abertura invulgarmente ampla de 1180mm.

Ainda ao nível do chassis, as jantes e pneus de 19 polegadas desenvolvidos pela Opel em colaboração com a Michelin e Ronal, utilizam pneus com paredes laterais de estrutura especial capazes de assegurar um melhor comportamento e a possibilidade de conduzir com um pneu furado! Em caso de furo, a função amortecedora do apoio integral de borracha entra em acção. A vantagem deste conceito reside no facto do Signum manter a mobilidade mesmo com um pneu furado, sem necessitar de pneu de reserva, o que se traduz num espaço suplementar de 60 Litros na bagageira. Nos dias de hoje, esta tecnologia é chamada de "Run Flat".
Sendo a grande abundância de espaço interior útil uma das principais características do Signum, a outra é o seu design que expressa um modo de vida voltado para o lazer e reflecte novas ideias relativamente à estética automóvel, ainda que tudo isto tenha acontecido entre 96 e 97. Para além do perfil em cunha, dos vigorosos pilares C e das “costas largas”, outros aspectos de design como o capôt curto, o pára-brisas bastante inclinado e a traseira dominada por uma tampa com vidro amplo, diferenciam o Signum de uma carrinha, elevando-o a um novo patamar.
A frente do Opel Signum foi amplamente inspirada na do Opel Astra (na altura ainda em fase de testes) e denunciava a nova era de design Opel. Hans Seer, Director de Design da época, referiu: “Ao afastarmo-nos dos elementos de “moda” efémeros, criámos um design com um carácter técnico em que os pormenores funcionais foram deslocados para o plano de fundo”.
O equilíbrio das proporções é uma característica do Opel Signum, com um comprimento total de 4,83m (idêntico ao do Omega Caravan) e uma distância entre eixos de 2,93 metros, o que contribui para a abundância de espaço interior.
Em termos de habitáculo, o Signum apresenta Airbag para condutor, passageiro e airbags laterais à frente e atrás! Os bancos traseiros têm regulação eléctrica, permitindo deslocar 200 mm para a frente, o que aumenta o espaço da mala de 450 para 550 litros. Se for necessário ainda mais espaço, o banco do passageiro da frente e os bancos traseiros rebatem-se mediante o toque de um botão, revelando um compartimento de carga com um total de 3 metros de comprimento. Esta área de carga é completamente plana, uma vez que os perfis das partes superior e inferior dos bancos encaixam uns nos outros. A consola central do Signum acomoda ainda uma caixa frigorifica de 12 Litros.


No campo das soluções tecnológicas, o travão de mão e a transmissão são accionados através de teclas, enquanto o painel de instrumentos apresenta 4 ecrãs para condutor e passageiro. O ecrã do condutor apresenta velocidade, regime do motor, e dados do computador de bordo. Nos outros ecrãs são apresentados dados da climatização, sistema de som, sistema de vídeo, sistema de navegação, telefone e estado do veículo, tudo isto é controlado através de um botão na consola central com função "seleciona e confirma". Mais uma funcionalidade/inovação tão comum nos dias de hoje em vários construtores. O Digital Audio Broadcast não foi deixado de fora do Signum.


O sistema de áudio e vídeo pode ser controlado a partir de qualquer um dos bancos, e atrás, é possível ouvir programas diferentes através dos auscultadores sem fios! Mais tarde, o sistema recebeu o nome de "Twin Audio". O Signum possui ainda um PC com modem integrado.
Na época, houve imprensa que descreveu o Signum como "um carro à James Bond", mas no mundo real. A Opel introduziu o conceito de "escritório sobre rodas" e até à época, nenhum outro construtor tinha integrado tanta tecnologia de comunicação e inovação num protótipo! Um protótipo capaz de ser utilizado e circular, onde uma das poucas críticas apontadas por quem o testou, foi o peso e o ruído do motor, no entanto, até detalhes como a eficiente caixa automática foram referenciados, incluíndo o pormenor desta passar automaticamente a Park ao imobilizar o Signum.
Opel | A Arte Da Engenharia Alemã
Comentários Facebook